Estou escrevendo nos espaços virtuais onde estou, como um texto dentro de uma garrafa boiando no oceano.
“Eu queria postar uma mensagem de Natal que deixasse todos felizes e esperançosos. Queria dizer que o melhor presente é a compreensão, junto com o amor. Mas Natal sempre provoca uma sensação dúbia em mim. É bonito reencontrar a família, abraçar todo mundo e renovar o carinho, passando por cima das diferenças, perdoando bobagens ou questões mais sérias (que em outras ocasiões você não quis perdoar). Só que, talvez por provocar a reflexão do que a gente tem sido no ano, causa às vezes essa melancolia. Porque a gente se olha por dentro e enxerga aquilo que escondeu (uma tristeza por algo que fez, um arrependimento por não ter feito algo). Ou, então, não é nada disso. Sou apenas eu, este ser humano que não pára nunca de pensar. Eu penso demais. Por isso, escolhi esta foto para ilustrar meu post. Minha cabeça é um pouco assim, cheia dessas voltas, círculos e ângulos, procurando entender este universo em que me encontro. Procurando entender onde foi que errei (para corrigir), que acertei (para seguir adiante), que parei sem saber o que fazer (para tentar obter respostas). No final, minha mensagem de Natal não é, vá lá, cheia de alegrias e pulos e festas. É uma mensagem para a gente buscar sempre entender mais. A gente, os outros, o mundo, esse caleidoscópio em que vivemos. Feliz Natal.”
Foto que tirei na Cidade do México (outubro/2011).

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